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Alimentação: entenda os diversos tipos de ração para gatos

Quatro são os itens importantes quando estamos fazendo uma comparação entre as diversas marcas de ração que existem no mercado: proteína, gorduras, matéria fibrosa e matéria mineral.

Proteínas e Gorduras

Felinos são animais carnívoros por excelência. Todo seu aparelho digestivo está perfeitamente adaptado para digerir e extrair da proteína e das gorduras tudo aquilo que é fundamental para um bom funcionamento de seu organismo. Dessa forma, deve-se sempre observar nos níveis de garantia das rações industrializadas a quantidade de proteína e de extrato etéreo (gordura) que elas oferecem.

Para esses dois itens, há um critério simples: quanto mais, melhor. O menor teor protéico tende a fazer com que a ração fique bem menos palatável, e por isso, são adicionadas a ela quantidades bem maiores de aromatizantes artificiais e sal. Sabe-se, no entanto, que sal em excesso pode ser considerado um fator que aumenta o risco do aparecimento de doenças renais.

Outro fator importante é equilíbrio entre os níveis de proteína e gordura (extrato etéreo). As gorduras são componentes importantes para o bom funcionamento do organismo, pois são grandes fontes de energia e absolutamente necessárias para a absorção de algumas vitaminas (A, D, E e K). Também são importantes para a formação de alguns hormônios, além de conterem dois ácidos graxos fundamentais para o organismo dos gatos: ácido linoléico e ácido araquidônico (achado apenas em gorduras de origem animal). Aves domésticas são fontes riquíssimas desse ácido, mas são também um componente que encarece bastante o produto final, por isso, muitas vezes, são usados produtos alternativos como “beef tallow” (sebo bovino), que é uma fonte pobre desses ácidos essenciais. E, pode-se notar ainda, que esse é o componente das rações que apresenta diferenças mais gritantes em relação a sua quantidade: enquanto nas rações superiores os níveis de extrato etéreo variam entre 26% e 16%, nas inferiores os níveis variam entre: 11% e 8%.    

Vale a pena ressaltar também que esses são dois dos componentes que mais encarecem o produto final. Por isso, pode-se desconfiar da qualidade da matéria prima usada na produção de rações muito baratas, pois elas podem estar utilizando produtos inferiores, como penas e bicos, por exemplo, que embora sejam proteína pura, não são nada digestíveis, mas barateiam bastante o produto final. 

Ainda em relação a essa questão, rações que trazem em seus rótulos “Aves”  também podem gerar alguma desconfiança, pois é bem diferente a qualidade digestiva da carne de uma galinha ou de um beija-flor, por exemplo. Outro problema da não especificidade é que ela permite mudanças nas quantidades e tipos das carnes usadas na formulação da ração. Imagine a seguinte situação: um animal que coma uma ração onde a principal proteína é o frango, mas que seja alérgico a proteína de alguma outra ave. Suponha, então, que o preço do frango aumente ou que a empresa receba uma oferta melhor na carne dessa outra ave e decida substituir o frango por ela. Como em seu rótulo está escrito apenas "farinha de carne de aves", o consumidor não ficará sabendo da mudança e o resultado será a debilitação da saúde do animal. 

* Normalmente as rações vendidas em mercados se encaixam na classificação standart ou premium, que são inferiores em qualidade nutricional.

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